WHEN

Para o Dia das Mães que pertence a cada uma de nós


Em algum momento, ficamos com tanto medo de magoar alguém no Dia das Mães que nos esquecemos de realmente celebrá-lo.

E amiga, eu acho que está na hora de mudar isso.

Eu entendo. De verdade. As intenções são boas. Ninguém quer ser a responsável por fazer uma mulher em luto chorar na terceira fileira. Ninguém quer ignorar a mulher lá atrás que já espera anos por um teste positivo. A sensibilidade vem de um lugar real, e essa parte é linda.

Mas em algum ponto entre ser cuidadosa e ser gentil, começamos a pedir desculpas em silêncio por algo que Deus jamais pediu desculpas.

E amiga, não estou escrevendo isso de uma distância segura. Eu perdi um bebê. Vivi uma temporada em que fiz as pazes, quietinha, com a ideia de que talvez a maternidade não fizesse parte do meu futuro. E então Deus, do jeito inesperado e surpreendente que só Ele tem, me enviou um menino que eu não havia planejado, mas de alguma forma sempre tinha orado. Perdi minha mãe, meu maior exemplo de fé, a mulher que me ensinou como é confiar em Deus quando nada faz sentido. Num domingo. O domingo antes do Dia das Mães.

Então quando eu digo que entendo, eu entendo de verdade. Já sentei na cadeira difícil também. Não estou escrevendo para você de longe. Estou sentada bem do seu lado.

E ainda acredito que esse dia vale ser celebrado. Talvez agora mais do que nunca.

Ele criou a maternidade. Ele a chamou de boa. Ele a teceu na própria estrutura de como o amor funciona neste mundo, o sacrifício, o cuidado, a proteção feroz, o se entregar pelo outro. A Escritura não anda na ponta dos pés em volta disso.

"Seus filhos se levantam e a consideram feliz; seu marido também a elogia." Provérbios 31:28

Levantar. Considerá-la feliz. Isso não é uma sugestão. É um mandamento com uma celebração embutida nele.

Então hoje, celebramos. Completamente. Com ousadia. Sem pedir desculpas.

E aqui está o que também acredito com tudo que tenho: essa celebração tem espaço suficiente para cada mulher que está lendo isso. Não de um jeito aguado, vamos-não-ofender-ninguém. Do jeito "a mesa é maior do que você pensa".

Porque o Deus que criou a maternidade é também o Deus que se senta com os de coração partido. Ele não escolhe entre honrar e curar. Ele faz os dois, ao mesmo tempo, no mesmo fôlego, para a mesma mulher.

Então puxe uma cadeira, amiga. Vocês todas. Esse dia também é seu.

Talvez esse Dia das Mães não pareça nada com os dos comerciais.

Talvez não tenha café da manhã na cama. Nem cartõezinhos com desenho de mãozinha. Talvez a manhã esteja quieta de um jeito que parece menos paz e mais ausência.

E talvez, mesmo assim, ainda haja algo aqui que vale ser celebrado. Algo em você que merece ser honrado hoje.

Talvez hoje você esteja sentindo falta da sua mãe.

Talvez ela tenha partido há uma semana, um ano, ou uma década, e esse dia tem um buraco com o formato exato dela. Talvez ela fosse o tipo de mulher cuja fé fazia você acreditar que Deus era real só de observá-la viver. Talvez você continue pegando o telefone para ligar para ela.

Amiga, o amor que ela plantou em você não foi embora quando ela partiu.

Cada vez que você ora, cada vez que você escolhe a fé quando o medo seria mais fácil, cada vez que você ama as pessoas ao seu redor do jeito que ela amava as dela, ela ainda está dando frutos. Isso vale ser celebrado hoje.

"Ela fala com sabedoria, e o ensino da bondade está em sua língua." Provérbios 31:26

As palavras dela ainda estão na sua língua. A fé dela ainda está nos seus ossos. Honre-a hoje vivendo como se soubesse disso.

Talvez hoje você esteja carregando uma perda que mais ninguém consegue ver.

Talvez tenha sido cedo demais. Talvez o mundo nunca tenha sabido. Talvez você nunca tenha dito em voz alta para ninguém, e esteja lendo isso sozinha se perguntando se a sua dor tem direito de ocupar espaço.

Tem. Absolutamente tem.

Você amou alguém. Completamente, instantaneamente, ferozmente, do jeito que só uma mãe consegue. Esse amor foi real e importou. Você importou. E o Deus que conhecia aquela criança antes mesmo de você, nunca por um segundo esqueceu nenhuma das duas.

"Antes de te formar no ventre materno, eu te conheci." Jeremias 1:5

Ele sabia. Ele sempre soube. E Ele te conhece hoje.

Isso não é razão para se afastar desse dia. É razão para se deixar ser sustentada por Aquele que sustenta tudo que não conseguimos carregar.

Talvez hoje você ainda esteja esperando.

Por um sim. Por uma aprovação. Por um milagre. Por um corpo que coopere. Pela família pela qual você tem orado por mais tempo do que achava que conseguiria continuar orando.

Posso te dizer uma coisa? Eu sei o que é receber o presente que pensei que Deus tinha tirado da mesa. Sei o que é quando Ele faz o que você parou de acreditar que ainda era possível. Não estou dizendo isso para minimizar a sua espera, estou dizendo porque preciso que você saiba que a espera não é o fim da sua história.

"Porque eu sei os planos que tenho para vocês, diz o Senhor, planos de fazê-los prosperar e não de causar dano, planos de dar a vocês esperança e um futuro." Jeremias 29:11

Esperança. E um futuro. Os dois. Para você.

A espera não é uma porta fechada. Às vezes é só o corredor antes do quarto onde tudo muda.

Talvez hoje a maternidade esteja mais pesada do que você esperava.

Talvez a distância entre o que você imaginou e o que está realmente acontecendo seja maior do que você sabe como atravessar. Talvez você ame seus filhos com tudo que tem e ainda assim caia na cama à noite se perguntando se está fazendo alguma coisa certa.

Aqui está o que eu sei: o fato de você se importar tanto já é a resposta.

E aqui está o que Deus sabe: Ele não te deu esse chamado sem também te dar tudo que você precisa para vivê-lo, mesmo nos dias em que não parece assim.

"Ela se reveste de força e dignidade e ri do dia que há de vir." Provérbios 31:25

Força e dignidade. É você, amiga. Mesmo nos dias difíceis. Especialmente nos dias difíceis.

Talvez hoje o relacionamento com seu filho seja a sua dor mais silenciosa.

Talvez haja uma distância entre vocês que você não escolheu e não sabe como fechar. Talvez você ame alguém que ainda não sabe como receber esse amor.

Continue amando. Continue orando. Continue aparecendo.

Essa é a maternidade em uma de suas formas mais heroicas e menos celebradas, e Deus vê cada pedacinho disso.

"O amor é paciente, o amor é bondoso... tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo persevera." 1 Coríntios 13:4,7

Sempre. Essa palavra carrega muito peso. Deixa ela te carregar hoje.

Aqui está o que eu quero que você ouça antes de fechar essa página:

A maternidade, em todas as formas que ela assume, em todas as temporadas em que ela te encontra, é um dos reflexos mais profundos do amor de Deus que existe nessa terra. O sacrifício. A esperança. O amor feroz, teimoso, que-continua-de-qualquer-jeito.

Isso vale ser celebrado. Você vale ser celebrada.

Não porque tudo está perfeito. Não porque a história acabou. Mas porque você está nela. Amando, esperando, sofrendo, aguardando, aparecendo. E isso não é pouca coisa.

"Ela vale muito mais do que rubis." Provérbios 31:10

É você, amiga. Nos dias bons e nos difíceis. Nos dias que parecem comercial de tv e nos que não parecem nada com isso.

Feliz Dia das Mães! Em cada forma real, corajosa, linda e complicada que Ele tem para você hoje. 🌸


Deus abencoe! Com amor,

Andrea Anderegg

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Algo aqui te alcançou onde você estava? Compartilha com uma mulher que precisa ler isso hoje. E deixa um comentário abaixo, vamos nos celebrar. A gente nunca foi feita para andar sozinha.

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